Georginho, ao encontrar sua mensagem minha surpresa também foi enorme.
Foi com enorme felicidade que reconheci nela, na mensagem, a nossa infância, nossos domingos em casa de vovô e vovó. Foi com saudade que lembrei de toda a família viva e com saúde: Papai, mamãe, Liginha, Silvinha, Dadá, você, Alexandre, tio George e tia Léa, Paulinho, Claudinho e Aurinha, tio Cláudio e tia Mariazinha.
Como esquecer as reuniões no quarto em que todos se reuniam para fumar, enquanto vovô, anti-tabagista precoce, aguardava na sala que todos voltássemos.Éramos crianças, gostávamos de ficar no meio do barulho.
Vovô se foi; depois papai, vovó, meus tios, tia Mariazinha, Claudinho, Dadá. Foi difícil aprender a viver sem ela.
Agora estamos vendo o fim de mamãe. Está sendo duro, doloroso, cruel, até.
Em compensação, casamos, temos filhos, Liginha já tem neto. Construímos nossas vidas honrando, tenho certeza, o sobrenome Boamorte, sobrenome esquisito, admito, mas importante, probo, digno, valores que se transformaram em qualidades de exceção. Um sobrenome do qual me orgulho depois de tê-lo excluído. Coisas da juventude. Mais os nomes que elegemos da nossa própria família, no nosso caso, o Caminada de vovó.
Gostaria de falar com você. Não encontrei seu e-mail, mas tentarei me comunicar ligando para tio George, pedindo seu endereço eletrônico e passando o meu. Certamente pedirei para mandarem fotos. Elas são o registro da nossa história.
Hoje, quase Natal, desejo-lhe, e a sua família, uma Noite Feliz. um Ano Novo com Saúde, Paz, Realização, Amor, Ternura e Prosperidade.
Um grande beijo.
Nana